ABOUT THIS PROJECT




[PT]

O Stuplime: Uma mistura desconcertante de lógica e absurdo consiste num artefacto digital que, em três instâncias distintas, aborda o Stuplime. Este conceito, cunhado pela crítica cultural Sianne Ngai, caracteriza a experiência contemporânea da Internet como uma combinação das noções de stupid e sublime. Assente na exploração do contraste entre conteúdo e mecanismo de entrega, este artefacto explora encadeamentos enfáticos deste termo, informados pela etimologia da palavra estúpido, cuja raiz se liga a estupefacto, enquanto palavra próxima do sublime. Assistindo a uma leitura de um afeto menor e de um outro avassaladoramente maior, somos inscritos num contexto que inicialmente se apresenta como alienante, mas que depois se revela desconcertante o suficiente para prolongarmos a sua exploração.

O primeiro versionamento deste artefacto é a casa de Kant, que mostra a tradução infinita em ASCII de uma gravura da casa de Immanuel Kant em Könisgberg. Por sua vez, AlgoRitmo, encara o espaço performativo da dança no contexto pós-digital e pós- internet, assinalando uma redundância categórica. Já Cosmos vs. Cosmetics apresenta um planetário seccionado em que estrelas das avaliações online de lugares reais são projetadas numa cúpula, sendo-nos devolvida em tempo real a posição estelar desses lugares classificados. Esta instância é também sustentada pela caracterização que Beatriz Colomina e Mark Wigley fazem de um "ser humano transparente, totalmente articulado nos seus gostos e desgostos”, como “um conceito orientado pelo mercado de um consumidor ideal que dá constantemente feedback para reduzir qualquer atrito na produção, distribuição e consumo de artefactos.”

[ENG] The Stuplime: A Befuddling Mix of Logic and Non-Sense consists of a digital artifact that, in three distinct instances, addresses the Stuplime. This concept, coined by cultural critic Sianne Ngai, characterizes the contemporary Internet experience as a combination of the notions stupid and sublime. Based on the exploration of the contrast between content and delivery mechanism, this artifact explores emphatic strings of this term, informed by the etymology of the word stupid, whose root is linked to stupefy, as a word close to the sublime. Watching a reading of a lesser affection and an overwhelmingly greater one, we are placed in a context that initially appears alienating, but which then proves disconcerting enough for us to continue exploring it.

The first version of this artifact is Kant's house, which shows the infinite ASCII translation of an engraving of Immanuel Kant's house in Könisgberg. AlgoRhythm, on the other hand, looks at the performative space of dance in a post-digital and post-internet context, pointing out a categorical redundancy. Cosmos vs. Cosmetics, on the other hand, presents a sectioned planetarium in which stars from online reviews of real places are projected onto a dome, and the star position of these classified places is returned to us in real time. This instance is also supported by Beatriz Colomina and Mark Wigley's characterization of a “transparent human, fully articulate in his likes and dislikes” as “a market-driven concept of an ideal consumer constantly offering feedback to reduce any friction in the production, distribution and consumption of artefacts.”

Student Francisco Menezes made this project in the context of the subject of Projecto II from the Masters in Communication Design at FBAUL.

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